terça-feira, 30 de julho de 2013

Resenha Crítica do Album Preachers of the Night (Powerwolf)


Era uma vez, há muito muito tempo, um sujeito chamado power metal. Power metal era um ser um tanto quanto peculiar: sempre de forma fantasiosa e exibicionista, ele adorava contar por aí sobre suas gloriosas aventuras e os perigos lendários superados em suas viagens pelos mundos. No começo, muitos gostaram dele e paravam atentos para ouvir qual seria a nova estripulia da vez, e, por mais que as más línguas continuassem a achar tudo aquilo uma tremenda mentira (e das mal contadas), o power metal praticamente reinou absoluto durante eras.

Porém, vítima de si mesmo, o tempo foi passando, e as pessoas começaram a perceber que havia algo de errado com ele. Tornou-se repetitivo, como se as mesmas jornadas épicas estivessem sendo contados à exaustão, e de forma muito mais desinteressante. Assim, cada vez menos vinham para ouvir as suas outrora famosas aventuras.

Começaram os tempos negros para o power metal, que cada vez mais se tornava esquecido ao ostracismo. Recluso, lembrado tanto com nostalgia quanto sendo motivo de piada, a impressão é que nada nunca mais seria o mesmo.

Até que...

Da escuridão em que se encontrava, surge em 2003, na histórica Saarbrücken, o Powerwolf: um grupo que tem se destacando por trazer o mesmo furor da grande era do estilo, mas com diferentes temas, deixando as honradas guerras e dragões de lado e mirando as próprias trevas, e não uma saída dela. E a sua nova obra, Preachers of the Night, é mais um capítulo dessa saga.


Faixas:
 

01. Amen & Attack
02. Secrets of the Sacristy
03. Coleus Sanctus
04. Sacred & Wild
05. Kreuzfeuer
06. Cardinal Sin
07. In The Name Of God (Deus Vult)
08. Nochnoi Dozor
09. Lust For Blood
10. Extatum et Oratum
11. Last of the Living Dead